quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aquela Metade

Um dia, uma linda garota cheia de sonhos acreditou que poderia ver e pegar no amor, como se ele fosse um lençol de seda pura, macio e cheio de brilho. Ela acreditou tanto nesse sonho que parecia impossível para os seus amigos, que foi mais além e vendo que a cada tentativa de conseguir pegar o amor, ela mesma depois acreditou que era mesmo um sonho impossível de ser realizado. E como ela nunca havia sentido qualquer tipo de sentimento forte por alguém, ela não sofria e nem chorava, raramente isso acontecia, pois nada a fazia chorar, nada mesmo, nem uma briga com seus amigos, nada absolutamente. Incrível como nada a fazia chorar, isso impressionava a cada uma das pessoas que eram próximas dela, e cada uma dessas pessoas falava apenas uma coisa: que queriam ser que nem ela, que não sofria e nem chorava por coisas fúteis. Então, foi quando em uma tarde de sol ardente, ela estava passeando sozinha pelo jardim botânico que tinha perto de sua casa, um garoto esbarrou nela e derrubou as coisas que tinham em sua mão, ela ficou alterada, a raiva consumiu o seu corpo e ela falou poucas e boas para o garoto e ele (coitado), só ficou calado ouvindo tudo e a ajudou a pegar as coisas que haviam caído no chão e saiu. Ela ficou sentida e viu que as coisas que havia dito não devia ter dito aquele garoto tão bondoso e gentil, então ela resolveu voltar para pedir desculpas, mas já era tarde, ele não estava mais lá e ela foi embora, mas não tinha esquecido o rosto meigo do garoto e o olhar marcante que ele tinha. E ela resolveu não desistir de encontrá-lo e conseguiu, ela foi ao jardim botânico novamente e ele estava lá, parado olhando para o nada e ela chegou perto dele e pediu desculpas por tudo o que tinha dito e ele a desculpou, ele naquela hora sentiu que a garota queria dizer algo mais do que havia planejado dizer e perguntou a ela se era só isso o que ela queria falar e ela olhou para ele com um olhar desconfiado e disse que era só aquilo mesmo e então ele saiu. Ela ficou novamente com raiva daquele garoto, só que essa raiva não era coisa de momento, era uma raiva que talvez pudesse ser amor e ERA. Ela começou a chorar e estranhou, porque ela nunca havia chorado por bobagens e se perguntou: o que está se passando comigo? Eu nunca fui assim. E as lágrimas não paravam de cair, só pararam quando o garoto chegou perto dela novamente e dessa vez era ele quem queria falar algo mais e falou! Disse que desde aquele momento em que a garota tinha cruzado a sua vida, ele se apaixonou perdidamente por ela e falou também que a queria do lado dele, para ser a sua namorada, para ser a sua amada e a sua companheira e que se possível fosse até o outro lado da vida. Ela ficou muito mais surpresa do que antes, porque ela achava que ele não a queria porque havia algum problema e ele disse que não era nada disso e falou para ela que o que ele sempre quis e sempre estava querendo durante toda a sua vida era tentar ver e pegar no amor, como se ele fosse um lençol de seda pura, macio e cheio de brilho, mas como isso nunca tinha acontecido ele já tinha perdido as esperanças, até ela chegar e mudar toda a opinião dele. Nossa e ela ficou extraordinariamente assustada com o que ele havia dito, pois era exatamente o que ela iria dizer a ele quando foi pedir desculpas e os dois viram que tinham tudo haver e tentaram um romance...
Mas toda a real situação que eles haviam aprendido e conseguido entender, era que eles nunca iriam conseguir ver e pegar no amor, como se ele fosse um lençol de seda pura, macio e cheio de brilho, porque o amor não se pega, o amor é pra ser sentido e ele é um sentimento abstrato, que não pode ser visto, e pode muito bem causar algumas sensações que nunca tivemos antes e que só sentimos quando o amor vem ató nós.

por: Letícia Oliveira

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